| TRIAGEM > Passo a
Passo Toda criança nascida em território nacional tem o direito à triagem neonatal
(Teste do Pezinho). Mas, para que este alcance o seu objetivo primordial de
detectar algumas doenças que podem causar seqüelas graves ao desenvolvimento e
crescimento, o teste deve ser feito no momento e da forma adequados.
O momento para a coleta, preferencialmente, não deve ser inferior a 48 horas
de alimentação protéica (amamentação) e nunca superior a 30 dias, sendo o ideal
entre o 3º e o 7º dia de vida. As gestantes devem ser orientadas, ao final de
sua gestação, sobre a importância do teste do pezinho e procurar um posto de
coleta ou um laboratório indicado pelo pediatra dentro deste prazo.
Desde a publicação da Portaria GM/MS nº 822 (Portaria Nº 822), assinada pelo
Ministro José Serra, em 6 de junho de 2001, criando o Programa Nacional de
Triagem Neonatal (PNTN), todos os Estados brasileiros contam com pelo menos um
Serviço de Referência em Triagem Neonatal e diversos postos de coleta para o
Teste do Pezinho, espalhados por todos os municípios de cada Estado. Através do
Serviço de Referência em Triagem Neonatal ou da própria Secretaria Municipal de
Saúde, pode-se obter o endereço das Unidades de Coleta.
O PNTN prevê o diagnóstico de quatro doenças: Hipotireoidismo Congênito,
Fenilcetonúria, Hemoglobinopatias e Fibrose Cística. Os exames realizados em
cada Estado serão aqueles para os quais está habilitado a fazer, conforme as
fases de implantação estabelecidas pelo Ministério da Saúde, a saber:
Fase I:Hipotireoidismo congênito e
fenilcetonúria;
Fase II:Hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria
e hemoglobinopatias;
Fase III:Hipotireoidismo congênito,
fenilcetonúria, hemoglobinopatias e fibrose cística.
Os laboratórios privados realizam testes para outras doenças, cabendo ao
pediatra selecionar as que são de interesse.
Ao comparecer ao posto de coleta, será feita uma ficha cadastral da criança
com dados de identificação. É importante que a mãe dê todas as informações de
forma clara, principalmente o endereço, já que, se o resultado estiver alterado,
esta criança precisará ser localizada com rapidez.
Após a identificação, a coleta será realizada por uma enfermeira
especialmente treinada. Todo o material necessário para a punção deverá ser
descartável, bem como as luvas que serão utilizadas pela coletadora. O
procedimento de coleta segue normas internacionais.
Após a coleta, o papel-filtro deve ser mantido em temperatura ambiente até a
secagem completa do sangue, pelo menos 2 (duas) horas, e depois ser
acondicionado conforme a orientação de cada laboratório.
O exame colhido será encaminhado a um laboratório central (seja ao
laboratório do Serviço de Referência em Triagem Neonatal, seja a um laboratório
privado), onde os exames deverão ser processados com a maior rapidez possível.
Os Laboratórios de Referência encaminharão os resultados de volta ao posto de
coleta, onde a família poderá obtê-lo para apresentação ao |