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TRIAGEM > Teste do Pezinho
Nome popular para a triagem neonatal, o teste do pezinho é feito a partir de
gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido. Por ser uma parte do
corpo rica em vasos sanguíneos, o material pode ser colhido através de uma única
punção, rápida e quase indolor para o bebê.
Em sua versão mais simples, o teste do pezinho foi introduzido no Brasil na
década de 70 para identificar duas doenças (chamadas pelos especialistas de
"anomalias congênitas", porque se apresentam no nascimento): a fenilcetonúria e
o hipotireoidismo. Ambas, se não tratadas a tempo, podem levar à deficiência
mental. Logo, é importante certificar-se, quando escolher a maternidade, se o
local está apto a realizar este exame.
A identificação precoce de qualquer dessas doenças permite evitar o
aparecimento dos sintomas, através do tratamento apropriado. Por isso,
recomenda-se realizar o teste imediatamente entre o 3º e o 7º dia de vida do
bebê. Antes disso os resultados não são muito precisos ou confiáveis. A partir
desse prazo, leve seu filho para fazer o exame o mais cedo possível. Assim o
tratamento, se for o caso, será mais eficaz.
Em 1992 o teste se tornou obrigatório em todo o país, através de lei federal.
Em 2001, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal
(veja portaria 822), com o objetivo de atender a todos os recém-natos em
território brasileiro. Consulte a lista dos Serviços de Referência em Triagem
Neonatal credenciados pelo Governo. Hoje já existe uma versão ampliada, que
permite identificar mais de 30 doenças antes que seus sintomas se manifestem.
Trata-se, no entanto, de um recurso sofisticado e ainda bastante caro, não
disponível na rede pública de saúde.
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